quinta-feira, 8 de março de 2007

Sou mulher!


Hoje comemora-se o Dia Internacional da Mulher. No dia 8 de Março de 1857, centenas de trabalhadoras de fábricas de vestuário e têxteis de Nova Iorque iniciaram uma marcha de protesto contra os salários baixos, as más condições de trabalho e o horário obrigatório de 12 horas por dia. Esta manifestação foi dispersada violentamente pela polícia. Em 1908, também em Nova Iorque, milhares de mulheres desfilaram pelas ruas, com o slogan "Pão e Rosas", reivindicando o mesmo que as suas companheiras de 1857, bem como o direito ao voto. O Dia Internacional da Mulher foi comemorado em 1909 pela 1ª vez mas só em 1975 foi proclamado oficialmente pelas Nações Unidas e só em 1979 foi aprovada a Convenção para a eliminação de todas as formas de discriminação contra as mulheres.


Em Portugal, as comemorações este ano alertam para a violência dos direitos da mulher. Apenas no último ano, e segundo a APAV (Associação de Apoio à Vítima), foram registados 22 casos de homicídio ou tentativa de homicídio contra mulheres e mais de 13 mil crimes de violência doméstica.
Outro estudo indica que "uma em cada cinco mulheres em todo o mundo sofre uma violação ou uma tentativa de violação pelo menos uma vez na vida, tanto às mãos de conhecidos e familiares como de membros de forças de segurança." Num relatório da Amnistia Internacional é condenada esta violência cometida pelas forças de segurança, a qual fica impune.

Noutro campo, um estudo indica pelo menos 38% das empresas do mundo não têm QUALQUER mulher em cargos de elevada responsabilidade! Em compensação, na União Europeia, três em cada quatro novos empregos são atribuídos a mulheres. Não me parece que aqui em Portugal seja bem assim mas acredito que, em países como França ou Alemanha, as coisas estejam no bom caminho, mesmo embora os salários das mulheres sejam inferiores aos dos homens, em cargos equivalentes.

Tenho pena que em Portugal, o Dia Internacional da Mulher ainda seja visto como o dia em que as mulheres saem à rua sem os maridos, para beberem uns copos e verem um show de strip. Perde-se todo o sentido de luta pelos nossos direitos que este dia deveria ter. Mas enfim, para algumas (poucas) de nós, neste dia não queremos receber rosas, nem ser contempladas pela nossa condição de mulher. Queremos, sim, que nos dêem o devido valor e que não nos discriminem apenas por sermos quem somos.

Fontes: Sapo
Diário Digital

6 comentários:

Renata Livramento disse...

Não sabia que em Portugal era assim, concordo que perde o sentido, mas faz parte da nossa luta o respeito ao outro, né..
parabéns pelo dia de hj (e todos os ouros, rs..)
Bjo,
Renata (blogagem coletiva)

Regina disse...

Sofia,

Eu tb nao sabia que em Portugal era assim. E' realmente uma pena porque tira todo o sentido politico e o espirito de reflexao da coisa.

Ainda bem que existe mulheres portuguesas como voce.:-)

Bjs.

Regina

vivi disse...

Amiga aqui no Brasil somente no Recife 35 mulheres já foram mortas esse ano vitimas da violência de seus parceiros...Isso tem que acabar.
Bjokas

Woman Once a Bird disse...

Subscrevo inteiramente. Detesto que se tenha subvertido desta forma. Irritam-me os jantares, os risinhos, "hoje saímos nós", este hoje que não é todos os dias. Enfim, ainda um longo caminho, não é? ;)

Denise Arcoverde disse...

Parabéns pelo post, Sofia, está excelente!

E obrigada por participar da blogagem :-)

Beijoca!

cíntia disse...

oi sofia! pois é, ainda não chegou... todos os dias espero o carteiro torcendo pra que chegue, mas nada... quem sabe a gente vê juntas se o endereço estava certo???
beijos