sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Sonhos (im)possíveis


Aceitei o desafio da Regina e resolvi escrever sobre os meus sonhos, os possíveis, os impossíveis, os que quero mesmo realizar e os que não vão passar do papel.

Quando era criança, nunca me lembro de dizer que queria ser bailarina, cabeleireira, astronauta, bombeira, polícia. Nada disso. Durante grande parte da minha vida, eu quis mesmo foi (en)cantar. E esse sonho eu realizei durante a faculdade. Inscrevi-me no conservatório e tive aulas de canto, até que fui convidada para cantar numa banda. Durante 2 anos da minha vida, dei a cara (e a voz) pelos Medusa. Foi uma realização pessoal muito grande e serviu (muito) para eu perder o medo e a vergonha de enfrentar as pessoas, assim como alguns complexos que me acompanhavam desde a adolescência.

Mas esse sonho acabou. A faculdade estava à minha espera e eu tinha um curso por acabar. Tive de arregaçar as mangas e meter mãos ao trabalho. Naquele momento, era esse o meu sonho: acabar o meu curso. Consegui. Sou licenciada no curso com o nome mais comprido deste mundo: Línguas e Literaturas Modernas - variante de estudos portugueses e ingleses. Basicamente, quando me quiserem (e isso é outro departamento), sou professora de português e inglês. Sim, podem chamar-me sra. doutora. ;)
Uma das razões para eu ter decidido acabar o curso de vez foi o meu namorado da altura. O meu sonho era acabar o curso depressa para poder casar e ter um rebanho de filhos. O namorado já foi, continuo solteiríssima mas o apelo à maternidade é uma coisa que me persegue dia após dia. O meu relógio biológico não pára de dar sinal. Esse é um dos meus maiores sonhos: ser mãe.

Passando para outro tipo de sonhos, a minha viagem de sonho é, sem dúvida nenhuma, Cabo Verde. Quero conhecer o país, as pessoas, a cultura. Sou viciada na música e na dança daquela gente. É uma coisa por demais. E assim que tiver um dinheirinho, é pra lá mesmo que eu vou, nem que seja sozinha! Tirando Cabo Verde, tenho uma curiosidade enorme por conhecer a América do Sul. Venezuela, Argentina, Colômbia, Paraguai, Uruguai, Chile, enfim, dar uma "voltinha" por ali. Ah, e adorava ir a Bora-Bora, só para poder ficar num daqueles bungalows dentro de água... Mas aquilo é longe como um raio!

É claro que também tenho sonhos menos possíveis... Adorava acordar de manhã, numa linda casa com vista para o mar, ter um batalhão de empregados, não mexer uma palha e passar o dia num spa, a ser massajada da cabeça aos pés. Acho que me fartava ao fim de uma semana! Também adorava ter outro carro que não o meu companheiro de estrada Ford Fiesta Boss Turbo cor frigorífico e que só leva 2 de cada vez! Que tal um Ferrari? Pode ser vermelho mesmo. Não me dou muito bem com amarelo...

Bem, o resto dos meus sonhos (im)possíveis, vou realizá-los a todos a partir de amanhã porque tenho certeza ABSOLUTA que hoje me vai sair o Euromilhões e eu vou ficar multimilionária! Sonhar é bom, não é?

Vivi, Márcia e Luci, se quiserem aceitar o desafio, estão à vontade.

quarta-feira, 25 de outubro de 2006

10 coisas que odeio em mim



Lembram-se do filme 10 things I hate about you? Hoje achei que era um bom dia para escrever sobre as 10 coisas que odeio em mim (tudo culpa daquela velha amiga chamada TPM...). Bem, talvez o termo odiar seja muito forte... Ok, aqui vai uma lista das 10 coisas às quais eu não acho lá muita piada na minha personalidade.

1. Teimosia. Tudo tem de ser feito COMO e QUANDO eu quero.
2. Achar que toda a gente me deve obediência e lealdade. Pois, sou Leão...
3. Não suporto ouvir um "NÃO" pois a reacção nem sempre é a melhor...
4. Tenho SEMPRE medo de dizer o que sinto.
5. Sou fechada e reservada e é muito díficil alguém saber o que vai na minha cabeça.
6. Como diz alguém que eu conheço, sou histérica. Quando estou chateada, só tenho um volume de voz... AOS GRITOS!
7. Sou uma chorona e emociono-me facilmente, o que é um desastre porque o que tento sempre mostrar é que sou uma fortaleza e que aqui não há emoções.
8. Costumo ser agressiva com as pessoas de quem gosto.E isto, meus amigos, é uma m****!
9. Caio facilmente na chamada "cantiga do malandro"... Sem comentários.
10. E, last but not least, odeio ter este ar de superioridade. A maioria das pessoas deve pensar: mas quem é que aquela ca*** pensa que é? Enfim...

Bem, eu achei que ia ser difícil chegar ao nº 10 mas, agora que cheguei, acho que era capaz de encontrar outras 10 coisas que não gosto em mim... Ok, fica para a próxima TPM!E assim que estiver mais "up", faço uma lista das 10 coisas que ADORO em mim. Que tal?

segunda-feira, 23 de outubro de 2006

Quantas vezes viram "Dirty Dancing"?






Eu vou ser sincera. Vi este filme ("Dança Comigo" na versão portuguesa) mais de 50 vezes. Sim, bem mais de 50 vezes... E ainda hoje, quando (raramente) passa na tv, não consigo evitar e fico colada à televisão para ver um dos filmes da minha vida.

O filme saiu um 1987 e eu devo tê-lo visto pela 1ª vez um ou dois anos mais tarde em VHS. É claro que, naquela altura, este era o sonho de qualquer adolescente. Música, dança, toda aquela magia e paixão que só vemos mesmo no cinema mas com a qual adoramos sonhar.

Quantas vezes eu não sonhei em ser a "Baby" (Jennifer Grey)? (Bem, passava bem sem aquele nariz horroroso dela...) Quem não riu quando os dois se conhecem e ela diz "I carried a water melon..."? Quantas vezes não sonhei ouvir aquela frase clássica do "Johnny" (Patrick Swayze), quando ele diz aos pais da menina que "Nobody puts Baby in a corner"? Ai, ai... Eu também queria ser salva pelo Patrick Swayze!
É claro que toda a gente diz que o filme é piroso e lamechas mas eu acho o filme um clássico e sou capaz de (re)vê-lo vezes e vezes sem conta. Nem que seja para ouvir a óptima banda sonora. Quem não se lembra de "Hungry eyes" ou "In the still of the night"? É de conhecimento geral (acho eu...) que até o Patrick Swayze deu o seu contributo e cantou o lindíssimo She's like the wind.
E aqui fica, para recordar os bons velhos tempos em que o Patrick Swayze ainda era novo e dançava bem, le grand finále: The time of my life, interpretado por Bill Medley e Jennifer Warnes.





Actualização:

Também vi o "Dirty Dancing 2 - Havana Nights" mas não tem nem um terço da magia do 1º. Se não fosse pela banda sonora e pela carinha laroca do menino que lá anda, nem valia a pena ver. E para mais que ainda corremos o risco de ficar chocados quando vemos aparecer o Patrick Swayze velho e muito, mas muito magro...

quinta-feira, 19 de outubro de 2006


Haja trabalho!

Essa aí bem podia ser eu... Sem tempo para nada e transformada em mulher dos 7 instrumentos!

segunda-feira, 16 de outubro de 2006


"Eu sei, lá fora a chuva cai..."

E para ouvir num dia de chuva: Have you ever seen the rain - Credence Clearwater Revival

sexta-feira, 13 de outubro de 2006




Hitchhiking America??
Fiddy e Scotty, dois rapazes norte-americanos. A aventura: Hitch 50. O que pretendem: percorrer as 50 capitais dos estados norte-americanos em 50 dias... à boleia!

Não sei o que se passou na cabeça destas "crianças" que acabaram de terminar a faculdade e resolveram aventurar-se Estados Unidos a fora. No site podemos segui-los a qualquer momento através de um mapa, que mostra onde estão exactamente e se estão em movimento, oferecer-lhes boleia, ler os seus posts, deixar comentários, ver vídeos e fotos.
Este é o vídeo promocional. Passem por lá e digam o que pensam desta louca aventura.





Esqueci-me de uma coisa: quem é que lhes vai dar boleia pro Alasca e pro Hawai?

quinta-feira, 12 de outubro de 2006


A Anita faz anos!
Vocês conhecem esta menina? Anita em Portugal, Martine na Bélgica e França, Marti na Hungria ou Martinka na Polónia e República Checa – nomes diferentes para a mesma identidade. Os livros estão traduzidos em mais de 50 línguas. Eu adorava ler os livros com as aventuras da Anita e, ainda hoje, sou incapaz de passar por um numa livraria e não pegar nele para ver as maravilhosas ilustrações. Esta menina faz agora 52 anos! O tempo passa...
Para quem quiser, ou estiver nas redondezas, o Centro Comercial Colombo em Lisboa tem uma exposição sobre a Anita até ao dia 15.

E o Prémio Nobel da Literatura 2006 vai para...

Hoje ao meio-dia (hora portuguesa) vai ser anunciado o Prémio Nobel da Literatura deste ano. O vencedor é mantido em segredo até ao último minuto mas a imprensa sueca avança já com os nomes dos possíveis vencedores deste ano. Entre eles estão autores como o poeta sírio Adonis , o controverso escritor turco Orhan Pamuk, os norte-americanos Joyce Carol Oates e Philip Roth ou ainda o poeta sueco Thomas Transtromer. Estes possíveis vencedores não são mais do que isso: possíveis, pois a academia sueca prima sempre pela surpresa.

Portugal tem apenas um prémio Nobel na área da Literatura: José Saramago. De estranhar, pois o português é a 6ª língua mais falada do mundo. Acho que já merecíamos novo reconhecimento dos nossos escritores pela academia. José Saramago foi distinguido com o prémio Nobel da Literatura em 1998, ano em que editou " Ensaio sobre a cegueira" (na minha opinião, uma das suas mais brilhantes obras).
Vou ser sincera: sempre fiquei de pé atrás com a escrita de José Saramago. O 1º livro que li dele foi "Memorial do Convento" e não passei da página 10... Achei que aquilo era tudo enfadonho e não via nada de interessante naquela escrita, onde a pontuação é praticamente nula. Agora acho que era demasiado nova para perceber. Anos mais tarde, resolvi ler o "Ensaio sobre a cegueira" e, assim que li a 1ª página, foi um fôlego até ao fim do livro. Achei brilhante! A escrita, as descrições, a história em si. Um autor que eu tinha chamado de "enfadonho", tinha-se revelado uma verdadeira surpresa. Desde aí, já li mais algumas das suas obras (a minha mãe é super-fã e tem quase todas as obras dele, ainda por cima AUTOGRAFADAS!) e o que posso dizer é: leiam. Podem começar pelo Ensaio como eu, que não se vão desiludir.
Continuando na onda dos prémios de literatura, ontem foi entregue o Booker Prize 2006 à escritora indiana Kiran Desai, pelo seu romance "The Inheritance of Loss". Desai nasceu em 1971 e é filha da novelista Anita Desai. Educada na Ìndia, Inglaterra e Estados Unidos, publicou a sua primeira novela «Hullabaloo in the Guava Orchard» em 1998.
Actualização:
O Nobel da Literatura 2006 foi atribuído ao escritor turco Orhan Pamuk, de 54 anos, segundo acabou de anunciar a Real Academia Sueca.

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

EUA diz que não tem intenções de atacar militarmente a Coreia do Norte





Mas quem é que este palhaço pensa que é? Sem ele, o mundo está indefeso?
Totó...

quarta-feira, 4 de outubro de 2006



Parto - um momento natural

Li hoje que a Associação Portuguesa de Enfermeiros Obstetras quer acabar com o número elevado de cesarianas exercidas em Portugal. Não podia estar mais de acordo. Numa altura em que todo o mundo priveligia o parto humanizado, o parto natural, o contacto prioritário entre mãe e filho, Portugal continua na cauda da Europa (e do Mundo).

A prioridade agora é tentar que o parto seja um momento natural e não um momento cirúrgico (Portugal é um dos países europeus com uma das taxas mais elevadas de cesarianas efectuadas). Os enfermeiros obstetras crêem ainda que o contacto rápido entre a pele do recém-nascido e a da mãe não só favorece a adaptação à vida extra-uterina, como também favorece a amamentação e querem instituir esta prática em todas as maternidades.
Para mim, só pelo facto de favorecer a amamentação já é um factor primordial para que se torne um prática recorrente. Não podemos esquecer que a Organização Mundial de Saúde (OMS) continua a defender a amamentação até aos seis meses de vida.

Isto são tudo ÓPTIMAS notícias. Embora não seja uma daquelas ferverosas defensoras do parto natural, não concordo com a "ida à faca" por dá cá aquela palha. As cesarianas devem ser efectuadas, sim, mas só em casos em que a mãe ou o bebé estejam em risco. Não porque a mãe acha que não vai aguentar as dores do parto ou porque decidiu que o bebé vai nascer no dia x.

Não sou mãe e, por isso, não posso falar com conhecimento de causa. Mas (quase) todas as mães que conheço descrevem o momento do parto como um momento completamente transcendental. Obviamente, existem muitas outras que o descrevem como um momento traumático, que não pretendem repetir nunca mais mas continuo a achar que o que impera é o facto de ser um momento intímo, partilhado entre mãe e filho (e agora, cada vez mais, também pelo pai).

Existem imensas fontes na internet sobre parto humanizado, parto natural, amamentação. É um sem-fim de informação muito interessante que está à nossa disposição à distância de um click.

Visitem:

- sobre parto natural e humanizado: